29 janeiro, 2014

Não tem a ver com os outros

É uma coisa exclusivamente nossa. Neste caso é minha. 
A insatisfação vinha de algum tempo atrás. Passados 3/4 meses da nossa menina nascer fiquei com uma fome enorme e a juntar ao facto de estar em casa acabei por engordar. (a cortisona fez o resto e fiquei a pesar tanto como quando estava grávida)
 Depois vieram as tentativas de emagrecer mas lamento andar a comer gelatina, ou bolinhas de queijo, ou salsichas de aves entre as refeições não é para mim. Não me satisfaz, não me sacia. Dizerem-me que não posso comer determinados alimentos é o mesmo que semearem a ideia desses alimentos na minha mente e eu começar a pensar neles o tempo (praticamente) inteiro. Comigo não funciona. 
Entretanto a dia 8 de Dezembro parei as corridas devido a problemas de saúde e retomei-as a semana pasada. Só que este passo não era o suficiente... Eu queria quero mais. 
Inspirada pela Catarina fui mudando as coisas, depois deixei-me inspirar pela Marianne e cada vez com mais curiosidade fui tirando receitas, dicas, ideias de novos alimentos (e tão saborosos) e aos poucos fui (e vou mudando as coisas). 
Em três semana e meia perdi 5,4 kg. E isto é apenas o inicio... 
Há uma meta estabelecida, há objectivos no meio para me manter focada e há uma sensação de satisfação há muito esquecida e que vale tanto a pena.

27 janeiro, 2014

Coração de mãe

Soube que vou estar dez dias fora em trabalho.
Se por um lado o meu eu profissional está bastante contente e consciente que é uma óptima oportunidade, o meu eu mãe está aqui numa aflição enorme, com o coração do tamanho de uma ervilha e à beira do choro. Vou estar dez dias sem a ver.... Provavelmente irá custar-me mais a mim do que a ela. Mas dez dias??? Oh god.
Inspira... Expira... (Dá para perceber que lado é que pesa mais?)



23 janeiro, 2014

Correr

Eu sei que há quem não entenda porque se corre. Já vi muitas expressões e ouvi muitas coisas quando digo que fui correr, estando a chover ou não ou quando digo que um objectivo para este ano é correr a meia maratona em Outubro.
Sei que até pode parecer estranho que em Janeiro já tenha seis corridas na minha agenda sendo cinco delas no primeiro semestre do ano e isto para não falar ainda dos trails que queremos fazer e mais uma ou outra corrida que já está na mira.
Pode parecer (ainda) mais estranho que a minha prenda de Natal, por parte do meu marido, tenha sido uns ténis de trail que eu andava a namorar há meses e que ele os conseguiu comprar a um preço fantástico.
Tempos houve que eu mesma achava estranho este desporto no meu marido. Até que, e assim que houve autorização médica, experimentei.
Eu não sou boa com as palavras, mas para mim correr é desafiar-me, é superar-me, é descomplicar, é sentir-me mais leve quer fisica quer psicologicamente. É uma forma extraordinária de libertar o stress e é também ultrapassar barreiras e atingir objectivos que me dá uma confiança extra.
Existe um companheirismo, um incentivo, um apoio entre os corredores que só vivendo se consegue compreender.
E é por isto tudo e muito mais que eu corro.

22 janeiro, 2014

Desafio #2

Correr uma Meia Maratona em 2014. Já está marcada, 5 de Outubro.



Da rotina

É a primeira vez que estamos os dois a trabalhar e com uma bebé pequena. Arranjar uma rotina e estabelece-la sem sentirmos que estamos a ser esmagados pela vida não foi fácil. Ficava sempre alguma coisa para trás.
Não é que agora seja tudo perfeito e muitas vezes dou por mim numa batalha interna a sentir que não estou tempo suficiente com a minha filha mas a trabalhar a 60 km de casa faço o melhor que sei e posso. No entanto sinto que estamos a chegar a um equilibrio.
E este equilibrio e esta rotina confortam-me porque sinto que estou novamente a viver a vida e não apenas a deixar os dias passar. Com uma grande elasticidade e com ajuda temos conseguido arranjar tempo para estarmos os três, para estarmos só eu e o meu marido, para darmos conta da casa, fazer exercicio fisico e ainda estarmos com aqueles que amamos.
Os dias têm sido mais calmos e não chego a casa com a sensação que tenho outro dia pela frente. Passamos a jantar às 22h/22h30. A deitar perto da meia-noite (e por vezes mais tarde) e acordar às 6h45/7h mas tem sido bom. Acordo mais descansada e com energia e as encarar os dias como um novo recomeço.